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História

Historial da SGP

A Sociedade Geológica de Portugal foi fundada no seio do Museu Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências do Porto, tendo os Estatutos sido aprovados em Dezembro de 1940 e, posteriormente, visados pelo então Sub-Secretário de Estado da Educação Nacional, em 17 de Fevereiro de 1941. Os seus únicos fins eram os estudos geológicos, mineralógicos, petrológicos e geo-físicos e à Sociedade interessavam em particular os problemas relativos ao território português, continental, insular ou ultramarino (Artº 2º).

A primeira Direcção da Sociedade foi presidida pelo Professor Doutor João Carrington da Costa, desempenhando as funções de Secretário o Naturalista Carlos Teixeira e as de Tesoureiro o Assistente João Manuel Cotelo Neiva.

Um dos objectivos da Sociedade era a publicação periódica.....de....um Boletim que, além de trabalhos originais, inserirá sempre um resumo da bibliografia geológica que diga respeito ao nosso país (Artº 9º). A resposta a estes compromissos assumidos nos Estatutos foi dada, logo em 1941-42, com a publicação do volume I com três fascículos e, em 1943-45, o início da publicação de estudos de geologia colonial, primeiro contributo nosso, que prometemos continuar e desenvolver no futuro, para o conhecimento do vastíssimo Império que nos pertence (in vol. II, Preâmbulo).

Os múltiplos afazeres extra-universitários do Professor Carrington da Costa e a “migração” dos então Doutores Carlos Teixeira e João Cotelo Neiva, durante a segunda metade dos anos 40, originaram um certo afastamento entre eles. No entanto, quais sementes levadas pelo vento, foi assim acesa, nas Universidades de Lisboa e de Coimbra, a chama trazida da “Escola do Porto” e retomada a tradição do trabalho de campo. A obra destes últimos acabou por ser ..... complementar em virtude das especialidades a que se dedicaram e ambos contribuem para o decisivo avanço na geologia de Portugal no após-guerra (Ribeiro, 2001).

A publicação do Boletim passou, a partir dos anos 50 a ser assegurada pelo Professor Carlos Teixeira (com a colaboração próxima do Doutor Francisco Gonçalves), muitas vezes a suas expensas próprias e, nesta altura, esta era, praticamente, a única actividade da Sociedade. Assim, foram publicados, até 1979, vários fascículos do Boletim, agrupados em 21 volumes. Esta colecção reflecte bem a diversidade e riqueza da geologia portuguesa, respondendo sempre aos objectivos enunciados nos Estatutos de 1940. Posteriormente, entre 1981 e 1985 foram publicados os volumes XXII a XXIV.

Outra tarefa importante concluída pelo Professor Carlos Teixeira no início dos anos 50 foi a inscrição de Portugal como membro da IUGS; a cota de Portugal tem sido assegurada, ao longo dos anos, sucessivamente, pelo IAC, pelo INIC, pela JNICT, pelo GRICES e pela FCT/MCTES. Formalmente, à Sociedade Geológica tem sido, sempre, outorgada a representação de Portugal nos Congressos Geológicos Internacionais.

Em 1977, numa altura em que a doença já o minava inexoravelmente, o Professor Teixeira decidiu abandonar a Direcção da Sociedade. Nesta altura, um grupo de associados, liderados pelo Professor Décio Thadeu, iniciou a reorganização da Sociedade. A primeira Direcção provisória, eleita por um ano, com o objectivo de elaborar novos Estatutos e promover eleições, foi presidida pelo Professor Britaldo Rodrigues.

Em sessão extraordinária da Assembleia Geral de 13 de Outubro de 1977 foram aprovados novos Estatutos, registados no 5º Cartório Notarial de Lisboa em 12 de Outubro de 1978 e publicados em Diário da República, III Série, nº 275, de 29 de Novembro de 1978; no registo notarial dos Estatutos foram outorgantes, em nome da Sociedade, os Professores Décio Thadeu e Britaldo Rodrigues. Em cumprimento do Artº 34º efectuaram-se as primeiras eleições, para o biénio 1979-1980, em Assembleia Geral Extraordinária de 30 de Março de 1979; assim, os primeiros Presidentes dos Corpos Sociais foram os Professores Décio Thadeu (Assembleia Geral), Fernando Real (Direcção) e Carlos Matos Alves (Conselho Fiscal).

A designação Sociedade Geológica de Portugal foi aceite como associação pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas em 8 de Março de 1995.

Uma das primeiras decisões da Assembleia Geral da Sociedade foi a criação de Grupos de Especialidade, tendo sido elaborado um Regulamento próprio para a sua criação, o qual foi posteriormente modificado, de modo a adaptar-se melhor às necessidades dos mesmos. Assim, foram criados, sucessivamente, o Grupo de Trabalho Português para o Estudo do Quaternário (GTPEQ, 1980), o Grupo de Mineralogia (1980), o Grupo de Geoquímica (1981), o Grupo de Estudos de Bacias Sedimentares (GRESBASE, 1982), o Grupo de Estudo de Argilas (1991), o Grupo de Geologia Estrutural e Tectónica (GGET, 1994), e o Grupo GEOTIC – Geologia e Tecnologia da Informação e Comunicação, que têm tido actividades diversificadas e de dinâmicas variadas.

Uma das tarefas que a Sociedade decidiu, desde logo, implementar, foi a organização periódica de Congressos Nacionais de Geologia. Assim, em colaboração com diversos Departamentos de Geologia/Geociências/Ciências da Terra das Universidades Portuguesas e com o então IGM, foram organizados os Congressos de Aveiro (1983), Lisboa (1986, 1998), Coimbra (1991), Porto (1995), Caparica (2003) e Estremoz (2006). O próximo terá lugar em Braga, em 2010.

A dimensão internacional da Sociedade foi, também, constante preocupação das diversas Direcções, daqui realçando as seguintes actividades:
  • Processo de filiação de Portugal na INQUA, em 1982 e representação, desde então, em todos os seus Congressos; esta representação foi, sempre, delegada num membro do GTPEQ.

  • Participação no “Bridging Committee”, responsável pela organização dos Meetings das Sociedades Geológicas Europeias (MEGS) (Erlangen, 1983; Edinburgh,1985; Dubrovnick, 1987; Paris, 1989).

  • Participação na criação da Association of European Geological Societies (AEGS), em 1990, assegurando a primeira presidência da AEGS (1990-1991); a SGP tem mantido, desde esta altura, um lugar de Conselheiro na Comissão Directiva da AEGS. Durante a presidência da SGP foi organizado, em Lisboa (Outubro de 1990), o MEGS 6, subordinado ao tema “The Atlantic and its relation to Europe”, que foi o evento que marcou a comemoração dos 50 anos da SGP. Participação nas reuniões de Paris, 1991; Budapest, 1993; Carlsbad, 1997; Madrid, 1998; Alicante, 1999; Krakow, 2001; Firenze, 2004; Tallinn, 2007.

  • Participação do Presidente da Direcção como membro fundador da European Paleontological Association (EPA), em Strasbourg (França) em Julho de 1991 e membro promotor do1er Congrès Européen de Pasléontologie (Lyon, 1993); desde esta altura a SGP assegura um lugar no Executive Committee da EPA, tendo, no triénio 1999-2001, desempenhado o cargo de Vice-Presidente. Em Julho de 1999 a SGP organizou em Lisboa um EPA Workshop, subordinado ao tema “Links between fossil assemblages and sedimentary cycles and sequences”. A SGP é a única associação europeia que pertence aos corpos directivos da EPA desde a sua criação. Participação nas reuniões de Strasbourg, 1992; Lyon, 1993; Dotternhausen, 1995; Viena, 1997; Portsmouth, 1998; Lisboa, 1999; Leiden, 2001; Fribourg, 2007.

  • Participação do Presidente da Direcção como membro do Comité de Honra da Conferência Internacional sobre o Paleozóico Inferior da Ibero América, que teve lugar em Mérida, em 1992.

  • Apoio formal à candidatura da Equipa de Investigação de Atapuerca e do Departamento de Paleobiologia do Museo Nacional de Ciências Naturales (CSIC) de Madrid, liderada pelo Professor Emiliano Aguirre, que foi galardoada com o Prémio Príncipe de Astúrias de Investigacion Científica y Técnica, em Espanha (1997).

  • Participação na XVII Reunion de la Comisión de Tectónica da Sociedad Geológica de España (Huelva, Setembro 2005), em que foram homenageados os Professores J. P. Bard, R. Capdevilla, Ph. Matte e A. Ribeiro.

  • Participação na homenagem a Paul Léon Choffat por ocasião do centenário da publicação e do lançamento da edição fac-simile anotada do “Essai sur la tectonique de la Chaîne de l’Arrabida”, que teve lugar em Lisboa, em Novembro de 2008, no âmbito do programa do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT).

Além destas actividades de âmbito internacional, outras, da responsabilidade dos Grupos de Especialidade, estão referenciadas nas suas actividade, noutro local deste site.

A Direcção da Sociedade e o Secretariado do GGET organizaram uma Homenagem ao Professor António Ribeiro (Lisboa, Novembro 2005) materializada numa reunião internacional subordinada ao tema “Do nascimento à maturidade da Tectónica em Portugal”, que contou com a participação de vários palestrantes estrangeiros. Durante a reunião Sua Exª o Secretário de Estado da Ciência condecorou o Professor António Ribeiro, em nome de Sua Exª o Presidente da República, com o grau de Grande-Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada.

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